"O desejo de um homem convícto é o primeiro passo em busca de um ideal a ser conquistado."
Heslley Couto



domingo, 24 de outubro de 2010

Essência.


Que Deus abençõe e cuide do meu ser.
Que eu possa ter a sensibilidade de uma criança diante das pequenas coisas.
Que meus atos sejam moldados pelo caráter e doçura.
Que meus sonhos não sejam frustrados pelos meus medos.
Que meus erros não se tornem pesados aos que me rodeiam.
Que minha voz tenha a humildade de calar no momento certo.
Que minhas palavras não firam sempre quem as escute.
Que eu seja forte na medida certa.
Que meu sorriso não seja somente um acaso.
Que eu assimile que aprender todos os dias é uma tarefa preciosa.
Sei que muitas vezes não conseguirei alcançar estes desejos, e quando eu nada disso conseguir, que eu me apoie na essência das virtudes, que es Tu, Senhor.


Que assim seja!

Heslley Couto.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"O tempo é relativo".


O tempo é relativo. Nem é preciso ser um expert para tentar perceber isso! O tempo de espera em uma fila costuma ser bem “maior” do que o tempo passado em uma boa companhia, por exemplo - mesmo ambos tendo o mesmo percurso cronometrado! Já reparou nisso, não é?!
Pois é, o tempo que fiquei sem escrever no blogue, para mim pareceu uma eternidade – vou tentar não deixar que este tempo, a falta dele, ou até mesmo a comodidade que o tempo as vezes nos proporciona, me cesse por algum tempo de escrever. ..

Existe uma frase sobre o tempo que eu acho no mínimo curiosa e interessante, que é: “dar tempo ao tempo”. Será que o tempo precisa mesmo de acréscimos de tempo, ou quem precisa que o tempo nos dê mais tempo somos nós?!
“ Ando sem tempo, hoje em dia não se tem tempo para nada, preciso encontrar um tempo livre, se der tempo eu vou, quanto tempo falta?” Estas e outras frases sobre o tempo estão sempre presentes nos nossos dias. Quase todo tempo nos certificamos de lembrar que o tempo é curto. "O tempo não para", já dizia o poeta. Mas será que sempre usamos este tempo de forma correta? Ou será que ainda dava tempo de fazer algo mais com o tempo?!

Aproveite bem este presente de DEUS que é o tempo! Vai lá, ainda da tempo!

Deus vos abençoe…

Heslley Couto

Ps: Se der tempo, comenta!

sábado, 8 de maio de 2010

Ainda que caia...




Ainda que caia...

A derrota deixa marcas no íntimo, na alma, no espírito, na calma…
A derrota nos faz refletir, desejar, ponderar, regredir…
A derrota nos torna mais frágeis, mais fortes, mais puros, mais débeis…
A derrota nos instiga, nos aconselha, nos transforma, nos fatiga…
A derrota é necessária, é transitória, é dolorida, é temporária…
Cicatriza, restitui, conduz, sara…

“ Ainda que caia não ficará prostrado, porque o SENHOR o sustenta pela mão.” (SALMO 36, 24)

DEUS vos abençoe e ajude a superar as “derrotas” da vida…

Sinceramente.

Heslley Couto

terça-feira, 20 de abril de 2010

Sonho de "miudo"!


Sonho de "miudo"!

Não é por um mero acaso que o futebol é tão popular – não se trata de uma ciência exata. Não se pode antecipar uma vitória e nem se pode lamentar uma derrota antes do último sopro do árbitro dando por encerrada a “batalha”.

O futebol tem o poder de mudar a vida de um atleta em minutos. Em uma jogada você pode passar de um desconhecido para uma “nova estrela”!

Tive a felicidade de presenciar um destes momentos na semana passada. Um companheiro de equipe, que havia concretizado apenas 15 minutos no campeonato Português da Liga de Honra, e que na Taça de Portugal ainda não havia atuado, entrou para história do clube e do futebol português ao entrar na partida das semi-finais da Taça e marcar dois gols, nos dando a vaga para a grande final – contra o Porto.

O “miúdo”, como é carinhosamente apelidado pelos companheiros de equipe - apelido que tem a ver com a sua pouca idade - acabara de completar 19 anos e viveu uma semana mágica. Além da felicidade de entrar na partida, fazer dois gols e levar o time à final de um campeonato muito importante, foi convocado para a seleção portuguesa sub-20.

É por estas e por outras que o futebol continua contagiando a tantos.

Foi preciso sorte para estar no momento certo?! Sim, não discordo disso. Mas acredito que além disso, existiu o trabalho, a competência e a fé. Sem elas, ele não estaria preparado e a oportunidade não seria abraçada.

Fica então para todos nós, o exemplo deste grande “miúdo”!

Fé e mãos à obra!

Deus vos abençoe!

Grande abraço!

Heslley couto!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Equilibrio.


Equilibrio.


Quando não ouço também a voz do coração, raramente minha racionalidade se impõe com a certeza de quem tomaria uma decisão correta.

Decisão correta?! Para o coração, ou para a razão? Ambas caminham juntas? Se não caminham, acho que deveriam. O equilíbrio de ambas pode ser a “alma do negócio" - mesmo que a menor distância entre estes dois pontos não seja uma reta!

Que DEUS vos ajude a discernir bem e a encontrar este equilíbrio.

Grande abraço!

Heslley Couto

segunda-feira, 1 de março de 2010

" O Fado e o Cuitelinho."

Já mencionei a vocês no post de 06/12/09 que a música me influencia bastante, me motiva e me leva a muitos sentimentos… E na semana passada tive uma destas experiências ao ir no show da fadista portuguesa Carminho.

Tentarei descrever este momento assim: a fadista canta e interpreta com o misto de sentimentos que o fado nos destina - a saudade, a tristeza, o amor, etc. Meu olhar se desvia para uma senhora que senta à minha frente, ao lado esquerdo. Seus traços, marcados pelos sinais do tempo, seus cabelos brancos, quase
ocultados pelo lenço negro que lhe envolvia a cabeça, seu olhar atento e profundo, me levaram a tentar desvendar sobre quais pensamentos aquela música a levara, quais lembranças aquelas melodias a remetia. Saudade?! Do quê? De quem? Enquanto viajo nos seus pensamentos, a música acaba. Suas mãos experientes, outrora apoiadas à bengala, agora aplaudem delicadamente a fadista e seus músicos. Um sorriso que quase não se nota surge timidamente em seus lábios, talvez como um agradecimento aos sentimentos que surgiram. Mas, logo se finda, e a face se torna novamente expectante, novamente à espera de um fado, de um destino!

Realmente a música tem este “dom” de nos presentear com sentimentos, sejam eles quais forem.

Nota: Vinicius de Moraes, escreveu um fado para Ámalia Rodrigues (maior fadista de todos os tempos) e deu o nome de “Saudades do Brasil em Portugal” . A letra fala do mar que separa o Brasil de Portugal, mas também os une, e diz também que este mar é formado pelas lágrimas que o autor derrama.

Por falar em saudade, algumas músicas me levam a este sentimento tão nobre. Gostaria de partilhar trechos de uma delas com vocês. A música se chama “Cuitelinho”, música de domínio público (não tem autoria conhecida), e fala com muita simplicidade deste sentimento:

Ai quando eu vim da minha terra Despedi da “parentália…”

(...)

Enfrentei fortes “batáia”,ai…

(...)

A tua saudade corta Como aço de “naváia”
O coração fica aflito Bate uma, a outra "faia"

E os “óio” se enche d´água
Que até a vista se “atrapáia”, ai...

Seja qual for o género músical, a música tem sempre uma mensagem, um “feeling” à nossa espera! Vivam estes sentimentos, desfrutem destes instantes que a música nos proporciona!

Um forte abraço, e bons “feelings”!

DEUS vos abençoe!

Heslley Couto





quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Como saber a hora certa de parar?



Como saber a hora certa de parar?

Eis ai uma questão complexa, cheia de respostas “variáveis”.

Bem, isso ainda não ocupa meus pensamentos com regularidade, mas ocasionalmente me pego a pensar nesta questão. Não como algo que me incomode e sim como uma dúvida que creio, permeie os pensamentos da maioria dos atletas de alta competição e não só os “boleiros”.

Temos grandes exemplos no futebol de jogadores que apesar da “idade avançada”, desmitificaram os prognósticos, e atuam ou atuaram em competições de alto nível.

O que dizer então do ciclista norte-americano Lance Amstrong e do piloto alemão Michael Schumaquer - “seria a volta dos que não foram!?” Ambos dispensam apresentações e no auge dos seus 38 e 41 anos de idade respectivamente estão de volta às competições. Será que eles não souberam a hora certa de parar? De qualquer maneira, o esporte é quem ganha com a volta destes dois ícones!

A idéia entre continuar a carreira e parar definitivamente, também já atraiu e deixou em dúvida outros grandes nomes do esporte, como os craques brasileiros Pelé e Zico, o surfista Kelly Slater, o boxer George Foreman, entre outros...

Não só no esporte, e também no mundo corporativo estas questões estão presentes. O respeitado empresário Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos pioneiros na revolução dos computadores..anunciou seu “afastamento” da Microsoft.

Observando um companheiro de equipe - o português Carlos Pinto, que no próximo mês completa 37 anos e vive uma excelente fase; “corre como um garoto” e tem a experiência que lhe permite dosar bem os níveis de esforços durante a partida. Resolvi questioná-lo, sobre como ele encararia o momento de parar. E publiquei neste post um papo de boleiro que tive com ele sobre tais questionamentos:

1)Com o futebol moderno mais dinâmico e com mais “exigência física”, você acredita que a vida “útil” do profissional tende a diminuir com estas exigências?

R:A vida de um profissional depende muito das lesões e da vida que leva fora do campo.

2)Esta vivendo uma fase fantástica, considera esta a melhor fase de sua carreira?

R:Sem dúvida que sim, tem sido excelente a todos os níveis e espero ter a cereja no topo do bolo no dia 16 de Maio, que será a final da taça de Portugal .

3)Já escolheu o que fazer após terminar sua jornada como jogador profissional? Tem receio deste momento?

R: Quero continuar ligado ao futebol, já tenho o nível 1 de treinador (curso de treinador realizado em Portugal, que contém 4 níveis) Já em relação ao receio, não existe, tudo tem um começo e um fim! Estou preparado para esse dia.

4)Quais conselhos você daria para os jogadores mais jovens?

R: Penso que neste caso posso ser útil, pois fui um mau profissional no início de carreira e sei o preço que paguei por esse erro. Por isso o meu conselho seria levarem esta profissão a sério, trabalhar sempre nos limites, seriedade, humildade, caráter e ambição nunca poderão faltar.

5)Agora a pergunta que intitulou o tema deste post: Como saber a hora certa de parar?

R: No dia que sentir que não estou sendo “útil”.

Bom, acredito que isto é uma questão muito íntima e individual. Cada um conhece os seus limites, as suas ambições, as suas condições (físicas e psicológicas).. Temos então, a questão fisiológica que deve ser levada em conta, pois até que ponto meu corpo responderá bem às exigências que o desporto requer?

Independente do que fazemos, o prazer e a satisfação com que exercemos nossas funções, devem estar sempre presentes. Tá certo que uma grande parcela dos trabalhadores, ainda não encontrou esta “paixão”, mas ainda há tempo!

Boa sorte, em busca desta “paixão”!

Fica aqui a pergunta - Como saber a hora certa de parar!?

Grande abraço, e que DEUS vos abençoe!

Heslley Couto